Os alimentos mais poderosos contra o câncer de mama

05/11/2016

Só neste ano deverão ser registrados cerca de 52 mil novos casos de câncer de mama no Brasil, segundo o Instituto Nacional de Câncer. Em um percentual que varia de 10% a 15% dos casos, a doença se manifesta de forma agressiva e pode apresentar novas lesões tumorais. Contudo, o índice de sobrevivência gira em torno de 61%.

Segundo o INCA (Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva), a prevenção do câncer de mama não é totalmente possível em função da multiplicidade de fatores relacionados ao surgimento da doença e ao fato de vários deles não serem modificáveis. De modo geral, a prevenção baseia-se no controle dos fatores de risco e no estímulo aos fatores protetores, especificamente aqueles considerados modificáveis.

Esses fatores protetores são a alimentação, nutrição e atividade física, podendo reduzir em até 28% o risco de a mulher desenvolver câncer de mama. Controlar o peso corporal e evitar a obesidade, por meio da alimentação saudável e da prática regular de exercícios físicos, e evitar o consumo de bebidas alcoólicas são recomendações básicas para prevenir o câncer de mama. A amamentação também é considerada um fator protetor.

Licopeno

Alguns autores defendem que a gênese do câncer está estreitamente relacionada com o estresse oxidativo e o licopeno é um importante agente preventivo do desenvolvimento de câncer devido à sua alta atividade antioxidante, isso ocorre porque o licopeno apresenta acentuada capacidade de reação com as espécies reativos de oxigênio (ERO´s), também denominadas de radicais livres.

80% do licopeno está presente no tomate e derivados (molhos, ketchup, sucos, etc).

Crucíferas

Estudos feitos com vegetais crucíferos (brócolis, couve, couve flor, mostarda e repolho) comprovaram sua ação preventiva contra câncer.

Isso ocorre devido a sua alta taxa de glicosinolatos, que são moléculas presentes nas células das plantas, que são transformadas em dois fitoquímicos antineoplásticos, o indol-3-carbinol (I3C) e o ITC e estes demonstrou inibir crescimento de vários tipos de células tumorais, inibição do ciclo celular das linhagens tumorais e do estímulo à apoptose.

O maior estudo feito até agora relacionando câncer de mama com ingestão de crucíferas foi realizado com 5 mil chineses, que já tiveram câncer de mama entre os anos de 2002 e 2006, com idade entre 20 e 75 anos.

Esses participantes preencheram questionários detalhados de suas dietas durante 36 meses. Eles foram então divididos em cinco grupos, dependendo de quantos vegetais crucíferos eles ingeriam.

E, de acordo com as análises, depois de cinco anos após o diagnóstico de câncer, mulheres que comeram cerca de 150 gramas diárias dos vegetais em questão tiveram 42% a mais de chances de sobreviver. A probabilidade de morrer de qualquer outra causa também foi reduzida para 42%. E a chance do câncer de mama retornar diminuiu por 19%.

De acordo com o Centro de Pesquisas do Câncer Fred Hutchinson, em Seattle, nos Estados Unidos, o consumo de três porções diárias de brócolis pode reduzir em até 50% as células cancerígenas.

Para consumi-los deve-se cozinhar no vapor por 5 minutos para preservar todos os nutrientes ou consumi-los crus quando possível. Outro fator importante é não utilizar sal ou bicarbonato em seu preparo.

Linhaça

A semente de linhaça tem sido muito estudada devido à sua estrutura química parecer-se com o estrogênio humano, essa substância chama-se lignana e apresenta um efeito fracamente estrogênico e antiestrogênico, mostrando exercer influência na diminuição do risco de câncer de mama.

A lignana, presente na linhaça tem propriedade biológica significativa como: ação antimitótica, antifúngica, antioxidante, anticarcinógeno e potente inibidor de atividade plaquetária e mediador das reações inflamatórias

Cúrcuma

A curcúma, presente no açafrão, possui uma série de efeitos na prevenção e no tratamento do câncer, como: antiproliferativo, apoptótico, antiangiogênico e antimetastático.

Também é um potente agente anti-inflamatório (a inflamação está implicada na carcinogênese).

Para potencializar o efeito da cúrcuma e sua absorção, deve ser utilizado misturado à pimenta preta (piper nigra).

Por Daiana Maeda.